Além dos cinco princiapais mudrás, existem outros que também são muito usados e conhecidos. São eles: yônilinga mudrá, mushti mudrá, padma mudrá, vaikhara mudrá e Kálí mudrá. Estude cada um deles em mais detalhes a seguir.
Yônilinga mudrá

Existem alguns selos, prioritariamente simbólicos que pertencem a uma categoria à parte. São os chamados mudrás sexuais, pois fazem alusão aos genitais. O yônilinga é um deles pois representa a união dos órgãos sexuais masculino e feminino. A yôní (vagina) é representada pelo espaço triângular formado entre os dedos médios. O linga (falo) é representado pelos dedos anelares e mínimos, unidos e estendidos. Yôni é figurativamente penetrada pelo linga neste gesto.
Na Índia, o yônilinga é um símbolo muito reverenciado pois está associado à fertilidade, riqueza e prosperidade. No ocidente, somos demasiadamente influenciados por tradições que consideram a sexualidade um tabu e o mesmo símbolo poderia ser considerado de mau gosto, caso fosse traçado de forma tal que pudéssemos reconhecer seu real significado.
Mushti mudrá

Certamente este é um dos gestos mais primitivos e ancestrais do Homem. A mão fechada em punho representa um soco, a força do braço ou até mesmo uma pedra. Em todas as culturas, desde tempos imemoriais, o homem demonstrou sua força ou sua raiva com o punho cerrado e até os dias de hoje este gesto transmite a mesma mensagem.
No SwáSthya, usamos essa senha quando precisamos de uma energia a mais, quando desejamos reunir aquela força extra que nos impulsiona à autossuperação, como, por exemplo, durante um ásana muscular.
Seu nome inspirou o vajramushti (punho de diamante ou punho de raio), uma arte marcial indiana originária da região de Kerala. Acredita-se que o vajramushti, bem como toas as formas de artes marciais, tenham surgido da técnica conhecida como Shiva Natarája nyása, uma prática de identificação com o criador do Yôga em seu aspecto bailarino. Esta execução é muito utilizada por praticantes antigos para condicionar os movimentos corretos de braços e pernas para as coreografias.
Padma mudrá

Padma significa lótus e as mãos neste gesto simbolizam essa belíssima flor. O lótus é uma flor extremamente reverenciada na Índia por vários motivos. Um deles é o fato de estar presente nos quatro elementos. Por ser uma planta aquática (tal como uma vitória régia), possui suas raízes na terra, seu caule na água, suas pétalas no ar e é do fogo do sol que extrai sua energia.
Vaikhara mudrá

Com as duas mãos em mushti mudrá e os braços cruzados, temos o vaikhara mudrá (vaikhara = que punje, aflige, estimula). Trata-se de uma posição das mãos e braços que transmite segurança e proteção, tal como um escudo o faria. Ao executá-lo, eleve os braços em frente ao peito com altivez e em atitude de defesa e sentimento de segurança.
Kálí mudrá

Kálí é uma das esposas de Shiva de acordo com a tradição cultural do Hinduísmo. Sua figura é aterradora! Kálí é representada com dez pares de braços e pernas, simbolizando sua versatilidade. Em cada uma das mãos ela porta uma arma de guerra diferente. Ela é um arquétipo da mulher guerreira, indomada. Símbolo da guerra, da morte e da destruição.
Os dedos entrelaçados, com os indicadores unidos e estendidos, representam uma das armas portadas por Kálí: a adaga, uma pequena espada curvada. Por ser facilmente ocultada, a adaga tornou-se uma das arma preferidas das mulheres guerreiras.